Estola, xale, pashmina: o que cada palavra significa
Três palavras usadas quase como sinônimos: uma é uma forma, outra é um tamanho, outra é uma fibra. Um guia breve do que você está realmente escolhendo.
Estola, xale, pashmina, lenço. As palavras são usadas quase como sinônimos, e em parte são. Todas descrevem uma peça de tecido usada sobre os ombros. Mas cada palavra traz consigo uma forma, um peso e um jeito de cair.
Pashmina: a origem
Pashmina é, na origem, uma fibra: o velo fino de uma cabra de montanha do Himalaia. Com o tempo, a palavra passou a nomear também a peça, e hoje, quando alguém diz pashmina, quase sempre se refere a um xale dessa família de tecidos, muitas vezes misturado com seda ou outras fibras, mais do que à fibra pura. Seja qual for a mistura, a ideia é a mesma: leve, quente e capaz de se dobrar até ocupar quase nada.
O xale: a peça ampla
Um xale é, sobretudo, uma questão de tamanho. É largo e comprido, feito para envolver. Usa-se aberto sobre um vestido, cruzado sobre um casaco ou apoiado no cotovelo. Pode ser de pashmina, de lã, de seda ou de uma mistura. A palavra fala de como se usa, não do que é feito.
Cada palavra traz consigo uma forma, um peso e um jeito de cair.
A estola: mais estreita, mais definida
A estola é a mais estreita das três. Tem um caimento longo e limpo, e costuma acompanhar um visual mais arrumado: um jantar, um casamento, uma noite fresca sobre um vestido de festa. Usa-se solta sobre os ombros, sem nós, deixando o tecido falar por si.
Como escolher
- Para o dia a dia, sobre linho ou uma camisa: algo leve e macio, numa mistura fina.
- Para envolver e aquecer: um tecido mais largo e encorpado.
- Para uma ocasião, sobre um vestido: uma peça estreita, de caimento fino e limpo.
- Para viajar: a que dobra sem amassar e quase não pesa.
Na The Coco & Rose escolhemos cada peça uma a uma, pelo toque e pela forma como cai. O nome importa menos do que essa sensação ao vesti-la.